Cerca de 100 pessoas favoráveis à ditadura fizeram um movimento neste domingo (31), em frente à 7ª Circunscrição de Serviço Militar (CSM), no Setor Central da capital.
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Um grupo de manifestantes se reuniu em Goiânia para celebrar os 55 anos do golpe que instaurou a ditadura militar no Brasil, completados neste domingo (31). Cerca de 100 pessoas favoráveis ao movimento fizeram um ato pela manhã em frente à 7ª Circunscrição de Serviço Militar (CSM), no Setor Central da capital.
O golpe de estado de 1964 precedeu um período de ditadura militar em que não houve eleição direta para presidente no Brasil. O Congresso Nacional chegou a ser fechado, mandatos foram cassados e houve censura à imprensa. De acordo com a Comissão da Verdade, 434 pessoas foram mortas pelo regime ou desapareceram – somente 33 corpos foram localizados.
O ato deste domingo em Goiânia foi organizado pelo Movimento Unidos pelo Brasil (MUB) e reuniu de crianças a idosos. Os manifestantes, vestidos de verde e amarelo e com roupas camufladas, cantaram o hino nacional no início do movimento.
Alguns manifestantes usavam camisas com a foto do Presidente da República, Jair Bolsonaro. — Foto: TV Anhanguera/Reprodução
Um carro de som foi usado e algumas pessoas seguraram cartazes, inclusive pedindo intervenção militar no Brasil. Entre os manifestantes também tinham pessoas usando pessoas camisas com fotos do presidente da República, Jair Bolsonaro.
Os manifestantes fizeram discursos de apoio à ditadura militar. Eles definiram o ano de 1964 como “sendo a data que o Brasil se livrou do comunismo” e agradeceram aos militares por impedirem, segundo eles, que o “país se tornasse uma Cuba”.
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