A operação foi realizada entre 19 de junho e segunda-feira (24), em parceria do Batalhão Ambiental da Polícia Militar (PM) com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), dentro da unidade de conservação.
De acordo com o batalhão, os peixes e as carnes de animais silvestres estavam inutilizados e, por isso, o material apreendido foi cortado e jogado no rio ainda no interior da unidade de conservação.
As abordagens, detalha a PM, também resultaram na apreensão de três espingardas, sendo duas calibre 20 e uma calibre 28, e mais uma arma caseira chamada “bulldog”, usada para a caça. Também foram encontrados mais de 20 cartuchos com munições, sendo algumas deflagradas.

O batalhão informou que não foram feitas prisões devido à distância da localidade e os riscos em transportar os presos.
Os suspeitos foram identificados pela PM e as informações foram repassadas para a Delegacia de Polícia do Interior (DPI).
Eles devem ser intimados pela Polícia Civil a prestarem esclarecimentos sobre os crimes que estão sendo acusados, de caça a animais silvestres e posse ilegal de arma de fogo.
O Tumucumaque foi criado em 2002 e tem área aproximada de 3.867.000 hectares, chegando a ser o maior Parque Nacional do Brasil e uma das maiores áreas de floresta tropical protegidas do mundo.
O parque é uma Unidade de Conservação localizada numa porção da Floresta Amazônica peculiar, com características únicas e pouco conhecidas, na região conhecida como Escudo das Guianas.
A área abrange parte dos municípios de Oiapoque, Calçoene, Pedra Branca do Amapari, Serra do Navio e Laranjal do Jari, além de uma pequena porção do município de Almeirim, no Pará. O parque é administrado pelo ICMBio, autarquia do Ministério do Meio Ambiente.


Para ler mais notícias do estado, acesse o G1 Amapá.